APTA - Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios

Notícia

 

02/02/2017
Pesquisadora do IB lista métodos de manejo para controle do curuquerê-da-couve
O produtor de hortaliças precisa fazer o monitoramento constante das plantações e, se necessário, usar dois ou mais métodos de manejo, como o controle biológico, químico e alternativo, para combater a infestação da lagarta curuquerê-da-couve. É o que ensina os pesquisadores do Instituto Biológico (IB), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Apesar do nome, o Ascia monuste orseis, mais conhecido como curuquerê-da-couve, ataca diversas espécies de hortaliças, entre elas couve, agrião, brócolis, mostarda, canola, couve-flor, repolho, rúcula e nabiça.

Logo após a eclosão dos ovos, o curuquerê-da-couve inicia o ataque às folhas de hortaliças. “Em couve comum, as fêmeas preferem ovipositar em folhas jovens. Geralmente, a folha é atacada por um grupo de lagartas que são muito vorazes e consomem toda a área foliar, exceto as nervuras mais grossas. Altas infestações podem destruir plantios inteiros rapidamente”, explica Dalva.

Para o controle, a pesquisadora do IB sugere o monitoramento e inspeção constante – de uma a duas vezes na semana – para verificar a ocorrência da praga e focos de infestação. “O ideal é percorrer o plantio em zigue-zague e inspecionar ao menos 30 plantas”, afirma.

Assim que identificadas, os produtores devem se preparar para o controle da praga, utilizando, de preferência, ao menos dois métodos de manejo no ambiente de cultivo, como o controle biológico, químico e alternativo.

No controle biológico, o agricultor utiliza inimigos naturais da praga para diminuir a infestação do curuquerê-da-couve, como as joaninhas, vespas, bichos-lixeiros e aranhas. O agricultor também pode contar com os parasitoides, em sua maioria, vespas diminutas e micro-organismos como fungos, bactérias e vírus. “O controle microbiano com Bacillus thuringiensis (Bt) é eficiente. As variedades mais utilização são o kurstaki (Btk) e aizawai (Bta)”, diz a pesquisadora do IB.

Com o uso de formulações comerciais de Bt, as lagartas param de se alimentar das folhas de 24h a 72 horas após a aplicação. “Elas morrem e liberam mais produto que poderá infectar novas lagartas. Na aplicação desses inseticidas biológicos, é recomendado usar pulverizadores que não foram utilizados com agroquímicos convencionais, devido à sensibilidade do produto biológico”, afirma Dalva.

O controle químico é outro método que pode ser utilizado pelos agricultores. Nesta modalidade de manejo, são usados produtos químicos de baixo poder residual, como os piretroides. A pesquisadora do IB alerta sobre a necessidade de se empregar defensivos registrados para o controle da praga no Brasil. O produtor deve também ler atentamente a bula da embalagem e cumprir o período de carência do produto, que é o intervalo entre a última pulverização e a colheita, além de descartar adequadamente as embalagens do produto e utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante a pulverização.

Outra dica é utilizar o controle alternativo. Produtores de orgânicos, por exemplo, podem cultivar plantas aromáticas nas bordaduras ou dentro das lavouras em fileiras ou em covas alternadas para combater a praga. “O coentro é a espécie mais promissora, pois além de fornecer renda extra pela comercialização como tempero, possui substâncias voláteis que são liberadas pela planta e interferem no comportamento de seleção de hospedeira para oviposição, resultado em menor ataque de lagartas. O coentro, no período de florescimento, também atrai diversos inimigos naturais do curuquerê-da-couve, que passam a atuar no controle da praga”, explica a pesquisadora. O alecrim e a hortelã também podem ser usados como repelentes para o curuquerê-da-couve.

“A transferência do conhecimento é muito importante para o agricultor. Com essas informações, ele pode melhorar sua produção, além de se aproximar da pesquisa agropecuária, uma das diretrizes do governador Geraldo Alckmin para a Pasta”, afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Fernanda Domiciano

Assessoria de Imprensa – APTA

19 2137-8933

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