APTA - Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios

Notícia

 

23/03/2017
APTA realiza treinamento para capacitar gestores dos Núcleos de Inovação Tecnológica
A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizou o segundo módulo do curso “Capacitação dos Gestores dos NITs SAA-APTA”, de 7 a 9 de março de 2017. O objetivo foi capacitar os gestores dos Núcleos de Inovação Tecnológica da APTA e de seus institutos de pesquisa, nas ferramentas para avaliação de novas tecnologias.

Em abril de 2017, a APTA realizará o terceiro módulo do curso, com a temática de ferramentas para a transferência de tecnologia. Os cursos são ministrados pela empresa Wylinka e contam com o apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag). Ao todo, 30 pessoas participaram do evento, que teve seu primeiro módulo realizado em fevereiro de 2017.

“No primeiro curso tratamos de inovação de uma forma geral, depois passamos para ferramentas de avaliação de novas tecnologias e vamos seguir para métodos de transferência de tecnologia. Esses assuntos são fundamentais para a realização dos trabalhos pelos NITs”, afirma Gisele Anne Camargo, pesquisadora e responsável pelo NIT APTA.

Durante o curso, cada NIT fez a avaliação real de uma tecnologia desenvolvida pelo seu instituto. “Fizemos todas as etapas de avaliação da tecnologia e ao final apresentamos como se estivéssemos em uma reunião com as empresas. Essa parte prática foi muito interessante, pois mostrou como fazer o trabalho, com um exemplo real”, conta Gisele.

Segundo Antonio Álvaro Duarte de Oliveira, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), o treinamento foi importante para ajudar a criar a cultura de inovação nos institutos de pesquisa ligados à APTA e mostrar os procedimentos para garantir o direito sobre determinada tecnologia e transferir ao setor produtivo. “Este treinamento também é fundamental para conscientizar sobre a necessidade de se mudar o patamar de pesquisa em São Paulo, para que ela tenha melhor aplicação”, afirmou.

Ana Eugênia de Carvalho Campos, pesquisadora responsável pelo NIT do Instituto Biológico (IB), concorda sobre a necessidade de embasar todos os representantes dos Núcleos sobre o que é inovação, as técnicas e ferramentas para comercialização das tecnologias. “Temos uma heterogeneidade de conhecimentos e demandas muito grande. Vejo esta iniciativa de forma muito positiva”, disse.

Outro ponto importante apontado pelos participantes foi a integração das equipes responsáveis por estruturar os Núcleos. “Esses treinamentos estão sendo muito importantes para integrar e motivar para que cada um dos NITs avance na sua estruturação”, explicou Lilian Cristina Anefalos, pesquisadora e responsável pelo NIT do Instituto Agronômico (IAC).

Estruturação

O processo de estruturação e regulamentação dos Núcleos de Inovação Tecnológica nos seis institutos de pesquisa ligados à APTA e na própria Agência se iniciou em junho de 2016, após a assinatura da Resolução nº 12, pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A assinatura da resolução, aliada ao novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação e a Lei Estadual de Inovação, formam um arcabouço jurídico, que na visão de Orlando Melo de Castro, coordenador da APTA, colocam os institutos de pesquisa agropecuária do Estado em um novo patamar. “As legislações permitem melhor segurança jurídica e desburocratização na relação entre empresas e institutos de pesquisa. Com isso, esperamos que a parceria dos institutos com o setor privado salte dos atuais 17% do orçamento da APTA para 25%, até 2018”, afirmou.

Para Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o estabelecimento desses critérios é um salto no fomento ao agronegócio, pois normatiza os instrumentos jurídicos que facilitam as relações entre os institutos e a sociedade, assim como é praticado nos países que mais inovam no mundo, como Estados Unidos, Coréia do Norte e Japão. “A inovação tecnológica é fundamental para o desenvolvimento e a independência econômica de um País. A interação entre as instituições de pesquisa e a iniciativa privada precisa de normas claras e fáceis para que os novos produtos e processos sejam adotados pelo setor produtivo. Um das diretrizes do governador Geraldo Alckmin é justamente aproximarmos a pesquisa do setor de produção”, afirmou.

Desde que foram regulamentos, foram solicitados pelos NITs quatro novos pedidos de patente, além de parcerias com empresas privadas e apoio para elaboração de projetos ligados ao programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE-Fapesp). “Todos esses projetos contam com a consultoria jurídica e apoio da Fundepag. Nossa avaliação é que os projetos estão andando com rapidez”, afirmou Gisele. 

Eventos com o setor produtivo

A APTA tem realizado diversos eventos para promover a inovação dentro de seus institutos e para angariar parcerias, com a apresentação de suas linhas de pesquisa para o setor produtivo. Em 28 de março de 2017, por exemplo, a Agência realizará o workshop “Oportunidades de Novos Negócios para as Cadeias Agrícolas no Estado de São Paulo”, na sede do IAC, em Campinas. O evento deve reunir empresas ligadas à agricultura e seus insumos, sanidade vegetal, agroindústria, processamento de produtos, forrageiras e estatísticas agrícolas. “Em novembro de 2016 realizamos um workshop com esses moldes que reuniu representantes do setor de proteína animal. O evento foi um sucesso e resultou em projetos em conjunto e negociações de tecnologias desenvolvidas pelos institutos com a iniciativa privada”, afirmou Castro.

Por Fernanda Domiciano

Assessoria de Imprensa – APTA

(19) 2137-8933

|Voltar|