APTA - Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios

Notícia

 

17/08/2017
Para melhorar estrutura de pesquisa, institutos da APTA entregam Planos de Desenvolvimento Institucional para a Fapesp
Os seis institutos e as unidades regionais de pesquisa que compõem a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, entregaram os sete Planos de Desenvolvimento Institucional em Pesquisa para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). As propostas respondem ao edital de R$ 120 milhões exclusivo para os 20 institutos estaduais de pesquisa. O resultado da seleção das propostas deve ser divulgado pela Fapesp até o final de outubro.

As propostas enviadas pelos institutos ligados à APTA contemplam áreas estratégicas para as instituições, alinhadas com as demandas do Governo do Estado e da Secretaria de Agricultura. Para tanto, foi solicitada modernização da infraestrutura de pesquisa e também bolsas de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado, Doutorado Direto, Pós-doutorado e Bolsa no Exterior. Foi pleiteado ainda auxílio a Pesquisador Visitante e Jovem Pesquisador em Centros Emergentes.

Para o coordenador da APTA, Orlando Melo de Castro, os institutos de pesquisa fizeram a “lição de casa” e escreveram planos detalhados sobre como o recurso – de até R$ 20 milhões por instituto – poderá ser empregado pelas instituições pelos próximos três anos. “Os planos estão atrelados às quatro dimensões que pede o edital: capacidade de criar novos conhecimentos, acessar conhecimento do exterior, interagir com instituições referências na área, principalmente internacionais, e criar capacidade de inovação em diversas dimensões. Esperamos que essa nova modalidade de recurso oriundo da Fapesp tenha muito êxito e possa se tornar ferramenta para apoio aos institutos de pesquisa do Estado”, afirmou.

“O edital qualifica os institutos do ponto de vista de infraestrutura. Estamos com propostas preparadas para atender esse edital e conquistar uma parcela significativa desse recurso. É importante frisar que São Paulo é o Estado que mais investe em pesquisa no Brasil e tem mantido investimento nesse importante segmento”, disse Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Conheça as áreas estratégicas escolhidas por cada instituto

Instituto Agronômico (IAC): O IAC espera trabalhar em duas grandes áreas: Bases Genéticas para a Agricultura e Produção Agrícola Sustentável: eficiência de recursos naturais na produção e qualidade de produtos agrícolas.

A primeira área, de acordo com a diretora-geral substituta do IAC, Patrícia Cia, terá foco na gestão dos recursos genéticos institucionais e na prospecção de produtos inovadores. A ideia é efetuar a preservação, a caracterização e o uso eficiente de acessos dos bancos de germoplasma (BAG-IAC) com foco na qualidade e na produtividade de produtos agrícolas.

A expectativa é realizar a compra de equipamentos adequados para a conservação de sementes a -20ºC, para que sejam devidamente conservadas e caracterizadas de forma a garantir o seu uso futuro. Para o BAG-Café, o IAC espera transferir os acessos do campo para estufas protegidas e automatizadas, permitindo que os genes sejam preservados de forma mais segura e eficiente para assegurar o seu uso no Programa de Melhoramento Genético e reduzir a necessidade de mão de obra.

Na área de produção agrícola sustentável, o IAC espera focar no desenvolvimento de cultivares com qualidade diferenciada e elevado potencial genético para aumento da produtividade e redução dos custos de produção e para a produção de energia renovável sustentável.

Pretende-se ainda ampliar os estudos envolvendo a nutrição de plantas para minimizar ou controlar estresses bióticos e abióticos, entender e utilizar a diversidade microbiana em solos e plantas em prol de avanços na agricultura e avançar em estudos envolvendo a eficiência do uso da água na agricultura irrigada e a gestão dos recursos hídricos no meio agrícola. “Com isso, esperamos incrementar o desenvolvimento de pesquisas inovadoras e disruptivas que contribuam significativamente para a geração do conhecimento, bem como as atividades de transferência de tecnologias IAC ao setor de produção, com ênfase ao pequeno produtor”, afirma Patrícia.

Instituto Biológico (IB): Inovação na área animal, Controle biológico e Caracterização genômica foram as três áreas estratégicas escolhidas pelo Instituto Biológico para integrar o edital da Fapesp.

A expectativa é trabalhar no desenvolvimento de novos produtos e vacinas para garantir a sanidade animal dos rebanhos brasileiros, novas formulações de patógenos para o controle biológico – uma área que cresce 20% ao ano no Brasil – e caracterização molecular.

De acordo com Antonio Batista Filho, diretor-geral do IB, essas três áreas já são estruturadas no Instituto Biológico e o recurso Fapesp poderá dar um salto nos projetos. “O recurso também será fundamental para melhorar a infraestrutura de pesquisa, com a compra e manutenção de equipamentos”, diz.

Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL): A expectativa do ITAL é trabalhar em duas áreas estratégicas: Segurança e saudabilidade dos alimentos e Inovação em produtos e processos.

Segundo Eloísa Garcia, diretora-substituta do ITAL, a ideia é fortalecer a capacidade institucional para investigação de contaminantes químicos e para redução da contaminação microbiológica de alimentos, além de desenvolver produtos com melhor qualidade nutricional.

Na área de inovação em produtos e processos, o ITAL espera desenvolver novos ingredientes, embalagens, produtos e processos de conservação de alimentos. A ideia é trabalhar ainda com ingredientes obtidos a partir de resíduos da indústria.

Instituto de Pesca (IP): O IP espera trabalhar com três áreas estratégicas: Inovação tecnológica aplicada à produção na cadeia do pescado, Ciência e tecnologia aplicadas à segurança alimentar e saudabilidade dos alimentos à base de pescado e Suporte tecnológico para redução de impactos ambientais nos empreendimentos aquícolas.

A ideia é desenvolver novas tecnologias em sistemas de produção, como recirculação, reaproveitamento de água e automação de processos, além de novos produtos, como componentes nutricionais e vacinas, incluindo o controle e manejo sanitário.

Além disso, o IP pretende trabalhar a qualidade da produção do pescado durante todo o processo de produção. “Esperamos garantir a saudabilidade do pescado e possibilitar a rastreabilidade. A ideia é desenvolver estudos para atestar a origem dos produtos, a fim de evitar fraudes”, afirma Júlio Lombardi, pesquisador do IP.

Na terceira área, o instituto pretende desenvolver ferramentas para auxiliar o monitoramento dos impactos da implementação dos empreendimentos aquícolas. A ideia é monitorar e promover métodos para amenizar os riscos de impacto ambiental.

Instituto de Economia Agrícola (IEA): Ações de geração e de transferência do conhecimento fazem parte do plano entregue pelo IEA para a Fapesp. O instituto objetiva modernizar suas tecnologias estatísticas relacionadas a preços e produção, incorporando novos processos na coleta, processamento e divulgação das informações. A expectativa é também reestruturar as análises socioeconômicas e de avaliação de políticas públicas, aliadas a novas construções metodologias e linhas de pesquisa.

“Queremos estabelecer pesquisas com data mining, área que possibilitará a interação da base de dados do IEA com outras bases, como as do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, esperamos oferecer à sociedade indicadores e informações de maior confiança e capazes de refletir a realidade”, explica Renata Martins Sampaio, pesquisadora do IEA.

O instituto também espera modernizar seu site institucional – principal ferramenta de divulgação das informações geradas – possibilitando a melhor interação do usuário, por meio de ferramentas de tecnologia da informação para a geração de gráficos, tabelas e mapas.

Instituto de Zootecnia (IZ): O Instituto de Zootecnia espera trabalhar em três áreas estratégicas: Produção sustentável de carne, Produção sustentável de leite e Sistemas integrados de produção agropecuária.

Segundo Claudia Cristina Paro de Paz, pesquisadora do IZ, a expectativa é que os recursos solicitados sejam usados para ampliar a capacidade de pesquisa visando criar conhecimento novo, aumentar a cooperação científica e tecnológica em pesquisa com outras instituições de referência e aumentar, qualitativamente e quantitativamente, a capacidade institucional para inovação.

Na área estratégica Produção Sustentável de Carne, o objetivo é expandir a capacidade de pesquisa e geração de tecnologia em produção de carne, intensificando as pesquisa nas linhas de avaliação de alimentos para ruminantes, avaliação quantitativa e qualitativa da carcaça, andrologia animal, comportamento e bem estar animal, eficiência alimentar, estratégias de mitigação de metano entérico, genômica e melhoramento genético de bovinos de corte.

Em Produção Sustentável de Leite, o objetivo intensificar as pesquisas científicas voltadas ao desenvolvimento de mecanismos adaptativos frente às mudanças climáticas, por meio do uso eficiente dos recursos naturais, diversidade genética e manejo. Na área de Sistemas Integrados de Produção a ideia é implantar arranjos produtivos para explorar sinergismos e propriedades emergentes nos compartimentos solo, plantas, animais e ambiente, demonstrando viabilidade técnica e econômica.

APTA Regional: Segundo o diretor da APTA Regional, Silvio Tavares, o Plano da das unidades regionais está focado em sistemas de produção que tenham como base aspectos envolvendo a sustentabilidade da agropecuária paulista, como a redução de impactos ambientais, otimização do uso da água e de insumos agrícolas e o aumento de renda do produtor paulista.

Os objetivos estão focados em três áreas estratégicas: Reforma de canaviais com culturas comerciais e adubos verdes por meio de manejo conservacionista de solo, Horticultura conservacionista e Manejo de resíduos agrícolas, urbanos e industriais.

Por Fernanda Domiciano

Assessoria de Imprensa – APTA

(19) 2137-8933

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