APTA - Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios

Notícia

 

14/11/2017
IAC investe R$ 4,5 milhões na modernização da infraestrutura para otimização das pesquisas
A nova instalação do Laboratório  de Fisiologia Vegetal e Pós-Colheita do Instituto Agronômico (IAC-APTA), em Campinas, recebeu a visita do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, em 10 de novembro de 2017. Instalado em uma área de 700 m², o conjunto de laboratórios passou por uma ampla reforma para acolher todo o setor de pesquisa na área, anteriormente instalado em Jundiaí, no Centro de Engenharia e Automação do IAC, no Centro de Ecofisiologia e Biofísica, do IAC, no Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA) e Instituto Biológico (IB-APTA). Foram investidos R$ 700 mil no local que atualmente reúne nove pesquisadores científicos. O investimento total nas obras do Centro Experimental Central, Centro de Cana, Centro de Frutas e Centro de Citricultura é de R$ 4,5 milhões. A expectativa é que todas as melhorias sejam entregues até o final de janeiro de 2018.

Investimentos em infraestrutura estão sendo realizados com o objetivo de otimizar a ocupação dos espaços físicos e integrar os centros de pesquisa com atividades afins. “O Laboratório de Pós-Colheita é um bom exemplo de integração entre os pesquisadores das áreas de fisiologia vegetal e de pós-colheita para incrementar e potencializar as ações de pesquisa e integração às demais áreas do IAC. Ainda este ano será assinado um projeto de parceria entre o IAC e a Ceasa Campinas, um dos maiores entrepostos do Brasil, para o desenvolvimento de estudos e padronização de frutas, legumes e verduras. É um espaço novo, com um novo projeto de pesquisa”, disse Sérgio Augusto Morais Carbonell, diretor do IAC.

Segundo Orlando Melo de Castro, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), a Agência vem trabalhando para integrar pesquisadores e projetos de pesquisa em áreas de expertise. “É uma tendência da APTA e de outras instituições de ciência e tecnologia a otimização dos espaços, evitar repetições e investir em projetos, nos quais temos expertise técnica e infraestrutura de ponta”, afirmou.

Jardim conheceu toda a nova estrutura e a equipe técnica, que desenvolve pesquisas em fisiologia vegetal aplicada à eficiência de produção de plantas alimentícias e bioenergéticas, segurança alimentar e agregação de valor. “Estive em Campinas para fazer reuniões com os diretores do IAC, ITAL e Instituto de Zootecnia para um balanço das atividades de 2017 e o planejamento das ações de 2018. Estas instalações ficaram excelentes, pois este é um espaço de compartilhamento entre pesquisadores e futuramente com a Ceasa, o que é muito importante”, disse. A visita foi acompanhada pelo secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo de Campinas, André Von Zuben,

O objetivo do projeto com a Ceasa é unificar a linguagem de mercado e contribuir com a transparência na comercialização, a obtenção de melhores preços para produtores e consumidores, a redução do desperdício e a manutenção da qualidade. “Há o desperdício de 450 toneladas de alimentos por mês na Ceasa Campinas. Com esse projeto em conjunto, esperamos reduzir estas perdas. O primeiro produto que será estudado é o tomate, mas certamente outros como uva e pêssego serão incluídos nesse trabalho”, contou Carbonell.

O laboratório reúne equipamentos como cromatógrafo a gás, colorímetros, HPLC, espectrofotômetros, câmaras de refrigeração, seladora a vácuo, texturômetro, analisadores de gases para atmosfera controlada e modificada, câmaras de crescimento de plantas, entre outros. Segundo Patrícia Cia, diretora-substituta do IAC e uma das pesquisadoras do Laboratório de Pós-Colheita, esses aparelhos permitem o desenvolvimento de estudos sobre relação solo-água-planta, fisiologia do crescimento de plantas e da produção agrícola, fisiologia e tecnologia pós-colheita de frutas, hortaliças e flores, envolvendo seleção e classificação, conservação e manutenção da qualidade dos produtos e controle de podridões.

Outras melhorias 

Além do Laboratório de Pós-colheita, outras obras estão em andamento na Fazenda Santa Elisa, dentre elas a construção de galpão metálico para o núcleo de produção de sementes, com capacidade para armazenamento de 500 toneladas de grãos, reforma de laboratório de sementes do Centro de Grãos e Fibras, reforma e ampliação dos laboratórios de fitoquímica e de biotecnologia, do Centro de Recursos Genéticos Vegetais, melhorias dos prédios do setor de hortaliças e de conservação dos solos, além de investimentos em sinalização e construção de muro, que certamente contribuirão para a segurança e preservação do patrimônio público.

Na sede do Instituto Agronômico, investiu-se na reforma do laboratório de resíduos do Centro de Solos e Recursos Ambientais, no data-center e na portaria. Há também investimentos em infraestrutura sendo realizados no Centro de Citricultura, em Cordeirópolis, no Centro de Frutas, em Jundiaí, e no Centro de Cana, em Ribeirão Preto.

Segundo Carbonell, esses investimentos em melhorias permitirão a ampliação de programas de melhoramento genético vegetal, a geração e a aplicação de tecnologias voltadas às diferentes culturas. “Ao incrementar as estruturas físicas, criamos melhores condições para realizar a prospecção de produtos inovadores e o avanço de pesquisas nas diferentes áreas de estudo e desenvolvimento do Instituto Agronômico”, disse.

Para a modernização da infraestrutura, o IAC tem investido recursos provenientes do Tesouro do Estado, do Fundo Especial de Despesa e de projetos de infraestrutura aprovados junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp-INFRA), principalmente em obras e reformas, que incluem a ampliação de laboratórios, manutenção do patrimônio centenário, melhorias na rede de energia elétrica e de internet.

“As adequações visam à modernização da infraestrutura disponível para realização de pesquisas competitivas e essenciais, fortalecendo o ambiente de pesquisa, como recomenda o governador Geraldo Alckmin”, disse Jardim.

Por Carla Gomes e Fernanda Domiciano

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