APTA - Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios

Notícia

 

22/02/2018
Produtores rurais recebem orientações sobre mastite, brucelose e tuberculose na primeira edição do Prosaf em 2018
O Programa de Sanidade em Agricultura Familiar (Prosaf), do Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizou dia de campo sobre mastite e doenças associadas à qualidade do leite, em 21 de fevereiro de 2018, em São José do Barreiro, interior paulista. Os 50 produtores presentes acompanharam a ordenha de animais já identificados com mastite sub-clínica e participaram de palestra sobre brucelose e tuberculose, doenças que interferem na qualidade do leite. Eles receberam um kit de sanidade do IB. O evento contou com a participação do secretário-adjunto da Secretaria de Agricultura, Rubens Rizek Jr.

Segundo a pesquisadora do IB, Alessandra Nassar, os participantes visitaram três propriedades rurais em que já foram realizados testes que comprovaram a presença de mastite. “Acompanhamos a ordenha dos animais com a doença, foi analisada a parte de manejo e identificamos se há algum erro na metodologia da ordenha”, diz.

Além disso, foram coletadas amostras de leite para análise de laboratório para identificar qual tipo de mastite está acometendo o gado da propriedade e, assim, direcionar qual e onde é o problema e identificar os animais portadores, para tomar as atitudes necessárias.

“A condição de manejo é de extrema importância para tentar melhorar a sanidade do animal e a qualidade do leite, que afeta diretamente o produtor em relação ao lucro e prejuízo”, explica a pesquisadora. O evento também contou com uma palestra sobre brucelose e tuberculose proferida pela pesquisadora do IB, Lilia Márcia Paulin Silva, na cidade de São José do Barreiro.

O dia de campo foi organizado pelo Instituto Biológico, em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), o Programa Leite no Vale Histórico e o Polo Regional de Pindamonhangaba da APTA.

Mastite

A mastite é uma doença inflamatória da glândula mamária, podendo afetar um ou mais tetos, com ocorrência mais frequentes em ruminantes. A inflamação do úbere do animal pode resultar na perda de cerca de 20% da produção de leite. O tratamento da doença é feito com o uso de antibióticos, e é necessário realizar exames laboratoriais para identificar qual o melhor antibiótico para ser usado no tratamento.

O IB realiza este teste no Laboratório de Bacteriologia Geral, em São Paulo. O custo das análises é cerca de R$ 40. “Esse custo é muito baixo, quando comparamos o preço do antibiótico para um animal de 500 quilos, aproximadamente, como os bovinos de leite. Identificar o melhor produto fará com que o problema seja solucionado mais rápido e que o produtor não gaste dinheiro com uso errado de antibiótico que não terá o efeito desejado”, afirma Alessandra Nassar, pesquisadora do IB.

Alessandra explica que além da perda de produtividade, a doença tem relação direta com o menor preço do leite conseguido pelo pecuarista. Isso porque o leite dos animais infectados tem mais bactérias. Quanto mais bactérias no produto, menor sua classificação e valor de mercado. “Às vezes o produtor não entende porque a contagem bacteriana do leite que produz é tão alta. Uma das causas pode ser a mastite”, explica.

A mastite pode ser evitada com a higienização bem feita e o uso de ordenha mecânica. Após a ordenha é necessário fazer a limpeza do úbere e colocar o animal em um local que não seja úmido e sujo, para que ele não se contamine.

A orientação é que os animais doentes sejam separados no momento da ordenha. Ao final do processo, o leite dos animais contaminados deve ser descartado. “Existem duas formas de mastite, a contagiosa, transmitida entre os animais, e a ambiental. Durante o Prosaf, vamos transferir conhecimento sobre os dois tipos, os sintomas, a prevenção, o diagnóstico e o manejo”, diz Alessandra.

Prosaf

Lançado em 2009, o Programa de Sanidade em Agricultura Familiar (Prosaf) já auxiliou 3.500 produtores rurais paulistas, de 40 municípios, que passaram pelas capacitações, a melhorarem a sanidade vegetal e animal em suas propriedades. Com ações de curto, médio e longo prazo, os pesquisadores do IB identificam as pragas e doenças que ocorrem nas propriedades e propõem técnicas de manejo para melhorar a produção. Resultado: aumento da renda, melhoria na qualidade dos produtos ofertados aos consumidores, redução do uso de produtos químicos e produção com sustentabilidade.

O programa trabalha a partir das demandas dos agricultores paulistas. São eles que entram em contato e solicitam a visita dos pesquisadores. Na propriedade, as pragas e doenças que estão afetando a produção são identificadas e, com base nos diagnósticos, os pesquisadores propõem treinamentos com tecnológicas para solucionar o problema. O Prosaf, coordenado pelo IB, é realizado em parceria com as unidades regionais da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), prefeituras municipais, associações de produtores e cooperativas.

“O Prosaf é um programa muito importante, pois transfere conhecimento e tecnologia para os pequenos e médios produtores. Uma das orientações do governador Geraldo Alckmin é justamente dar atenção aos produtores familiares”, afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Por Giulia Losnak (estagiária)

Assessoria de Imprensa – APTA

(19) 2137-8933

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