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Notícia

 

26/04/2018
IB treina agricultores na produção semi-intensiva de aves
O Brasil é o segundo maior produtor e lidera a exportação de carne de frango no mundo. Além da produção industrial, produtores brasileiros começam a se interessar – e a introduzir – um novo sistema que visa a criação e animais em ambiente que oferece condições das aves expressarem seus comportamentos naturais. É o sistema semi-intensivo em que os animais podem passar parte do tempo livres, se alimentar com resto de vegetais e grama, por exemplo. Com o objetivo de levar informações a produtores da Associação de Agricultores Familiares da Região de Fernandópolis e outros interessados, o Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizou treinamento do Programa de Sanidade em Agricultura Familiar (Prosaf), em 24 de março de 2018, em Fernandópolis, interior paulista. O treinamento, que reuniu 60 produtores rurais, foi coordenado pelo IB e pela Coordenadora de Assistência Técnica Integral (CATI).

Durante o evento, a pesquisadora do IB, Giane Serafim da Silva, apresentou a palestra “Instalações e Manejo”, e Marcos Roberto Buim a palestra “Programa de Vacinação para Poedeiras em Sistemas Semi-Intensivos”. Este foi o primeiro módulo do treinamento de avicultura semi-intensiva para produção de ovos. Os pesquisadores esperam realizar posteriormente os módulos I e II, que contemplarão as fases de cria e de recria das aves, completando todo o ciclo de produção.

De acordo com Giane, a produção de aves em sistemas semi-intensivos, extensivos, orgânicos ou agroecológicos tem como característica o desenvolvimento mais lento e com o acesso dos animais a piquetes externos, o que proporciona um ambiente natural e menos estressante. “Essas características tornam a atividade mais rentável, por agregar valor ao produto final”, afirma.

A atividade tem sido relacionada à agricultura familiar, desenvolvida em pequenas propriedades rurais, pois os agricultores podem adaptar algumas instalações para a produção. “A avicultura semi-intensiva é mais viável ao agricultor familiar, que não precisa fazer grandes investimentos para a produção, podendo adaptar, por exemplo, instalações, material e pasto já existente na propriedade. Apesar dessa característica, o produtor precisa estar atento aos aspectos sanitários, pois disso depende toda a avicultura nacional”, explica.

Segundo a pesquisadora do IB, no sistema semi-intensivo os animais têm acesso maior ao ambiente, por isso, é necessário que o produtor tome alguns cuidados relacionados à sanidade. “Qualquer problema sanitário em granjas intensivas, semi-intensivas ou até mesmo em locais de subsistência, afeta diretamente a produção e exportação de carne de frango pelo Brasil”, explica.

Prosaf

Em oito anos de atividade, 3.500 produtores passaram por capacitação do Prosaf. “Trabalhamos a partir da demanda relatada pelos próprios produtores. São eles, junto com a CATI, Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e as cooperativas e associações que solicitam ao IB alternativas na resolução dos problemas que estão enfrentando nas propriedades de determinada região. Os pesquisadores do Instituto identificam a praga ou doença que está ocorrendo e propõem uma dinâmica de palestras, dias de campos e os treinamentos de acordo com cada situação”, explica Harumi Hojo, pesquisadora do IB, coordenadora do Prosaf.

“Atividades como essa são fundamentais para levar conhecimento aos pequenos produtores. Sanidade é um assunto estratégico para o agronegócio e para a economia do País”, afirma Francisco Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Por Fernanda Domiciano

Assessoria de Imprensa – APTA

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