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Institutos da APTA apontam desafios da cadeia produtiva da carne frente à crise econômica

A crise econômica mundial impôs desafios à cadeia produtiva da carne, como o de aumentar a eficiência entre os elos da cadeia, de modo a reduzir custos e ampliar escalas de operação, em cenários de preços estáveis ou em queda. É o que concluem pesquisadores dos Institutos de Zootecnia (IZ-APTA), Economia Agrícola (IEA-APTA) e Agronômico (IAC-APTA), vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em levantamento recente que teve o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
“Ainda que de longo prazo de maturação, a pesquisa na área da genética, que já vem contribuindo de modo significativo para o avanço do setor, deverá ser fundamental para ganhos de escala, contribuindo para a homogeneização do rebanho, para redução de custos de logística, e para a qualidade da carne, por meio da tipificação da carcaça, e viabilizando uma indústria que opera de forma mais coordenada e harmônica com o setor produtivo primário”, dizem Abel Ciro Minniti Igreja; Benedicto do Espírito Santo de Campos; Marina Brasil Rocha; Eder Pinatti; Sônia Santana Martins; e Flávia Maria de Mello Bliska.
O projeto de pesquisa detectou uma agenda de esforços científicos e tecnológicos dirigidos para a cadeia produtiva, considerada como fundamental ao seu desenvolvimento. Ela inclui ações propositivas que vão desde a consideração das mudanças climáticas até a adoção da zootecnia de precisão, visando à qualidade e à rastreabilidade da produção. “Grande parte dessa agenda já tem sido atendida pelos pesquisadores da área agropecuária do Estado de São Paulo. Espera-se que o cenário de crise econômica mundial não comprometa os avanços já conquistados nesse Estado e os novos caminhos a serem trilhados.”
Por meio do levantamento, foi detectado que a pesquisa científica e tecnológica voltada para a cadeia da carne se defronta com desafios muito significativos para que o elo fraco "pecuarista" possa se tornar mais rentável, explicam os pesquisadores. “Nos seis itens pesquisados junto a agentes-chave da cadeia que constituíram o projeto (macroeconomia, microeconomia, tendências de mercado, mudanças climáticas, tecnologias ambientais e da fronteira do conhecimento e políticas públicas), a pesquisa apontou para a importância da execução de estudos e pesquisas econômicas, a partir da disponibilidade de um conjunto bem articulado de estatísticas, que tornem disponíveis os enfoques regionais e/ou setoriais (sobretudo no que se refere à articulação da cadeia), de geração de renda e de estrutura da demanda, para que os passos relacionados à definição das demandas tecnológicas sejam mais bem contemplados.”
“A pesquisa detectou ainda, como parâmetros-chave para melhorar a remuneração do produtor, que as demandas tecnológicas sejam orientadas, em larga medida, pela questão ambiental e pela qualidade da carne bovina in natura, tanto para as exigências do mercado externo quanto para o interno, o que implica rastreabilidade, análise de pontos críticos e aplicação de requisitos de natureza étnica e religiosa.” Para a compra da carne in natura brasileira, países da União Européia, por exemplo, exigem rastreabilidade, sistema de inspeção federal (SIF), aprovação para comercialização, diferentes especificações de corte, selos de qualidade, análise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC) e EurepGap, entre outras.
Além do socorro emergencial aos frigoríficos (com dificuldades financeiras após a crise mundial), a sanidade, a geração de bancos de dados econômicos confiáveis, ou ainda a fiscalização sanitária e ambiental são atividades que desafiam tanto os agentes privados, como sobretudo o setor público, seja em áreas de pesquisa a serem contempladas, seja como serviços prestados, afirmam os pesquisadores. “No caso do Estado de São Paulo, a maioria dos animais abatidos são oriundos de outros estados, do que resulta serem necessárias pesquisas e adaptações tecnológicas de manejo para gerar ganhos compensatórios desse trânsito de animais.”
Além disso, os pesquisadores apontam a necessidade de tornar disponíveis novos produtos e processos tecnológicos, como vacinas, antígenos e genética superior, em que a pesquisa pública terá um caráter de propulsão científica de fundamental importância, inclusive no cenário nacional.
Link: artigo “Os novos desafios da cadeia produtiva da carne frente à crise econômica”
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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